engolfado, engrupido, é assim que você se sente enquanto caminha pelos corredores, caminha tanto que nem vê sono nem caminha, e os pés já deixaram de arder há muito tempo, as peles finíssimas dos pés, que assim ficaram de tanto roçarem nuas os pisos absoluta e escrupulosamente lisos, lisos querendo dizer em nível molecular, como se a faxineira de deus pegasse um pano e esfregasse os espaços entre as partículas da matéria, o que seria ótimo se existisse matéria, mas como não existe, você nem se dá conta do sangue que começa a manchar, e a ser imediatamente absorvido pelo, piso de algum metal, de uma liga metálica absolutamente insípida, inodora e incolor, indecente de tão perfeita segundo parâmetros de uma espécie que, segundo seus últimos cálculos, deixou de existir há alguns milhões de anos, e essa espécie é a sua, além da outra, claro, porque os humanos nunca teriam evoluído tanto a ponto de construírem uma estrutura tão gigantesca sem que ela entrasse em absoluto colapso, um corredor dessa magnitude, comprimento e pujança construído por humanos já teria caído, desabado, brochado absolutamente, mas não, você se se sente engolfado, engrupido, como se fosse o menor dos espermaozóides mais defeituosos rolando sozinho pela piroca de chtulhu, na direção de um imenso cu dentro do qual ele vai gozar, sim, porque chtulhu, se existir mesmo, só pode ser uma criatura feita para comer o cu de qualquer raça, um cu-buraco-negro, metáfora totalmente burra mas no entanto de uma sinceridade que dói, e só vai doer mais se você chegar ao fim, se fim isso aqui tiver, e perceber que na verdade chtulhu estava era tocando uma bela uma punheta, e só quem se fodeu foi você.


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